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Desde
que, no mês passado, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que
cria a Comissão da Verdade e a do Acesso à Informação, o Brasil tem pela
frente um sério desafio: na área dos direitos humanos, ao contrário do
que ocorre na economia e na diplomacia, o País não conquistará o papel
de liderança regional tão naturalmente. A avaliação é do jornal The New
York Times, que abordou ontem o debate a respeito da anistia e das
torturas do regime militar.
"Fantasmas do período militar começaram a
vir à tona", adverte o autor do texto, Simon Romero. O cenário que ele
descreve é de um Brasil "que vem emergindo como o poder regional em
ascensão e a quarta maior democracia do mundo", mas que "ainda segue
atrás dos vizinhos na tarefa de processar os militares por crimes como
assassinato, desaparecimentos e tortura".
Romero menciona as investidas do militar da
reserva Pedro Ivo Moézia de Lima, acusado de praticar tortura, que fez
fortes críticas às duas novas leis e recorreu à Justiça para bloquear a
Comissão da Verdade. Cita, por outro lado, a psicóloga Cecília Coimbra,
para quem o Brasil "está vergonhosamente atrás" no acerto com o seu
passado.



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