O caso explodiu em 2006, quando famílias de mortos pela ditadura de Pinochet enterrados inicialmente como 'não identificados' no Cemitério Geral de Santiago foram notificadas de que o Serviço Médico Legal havia cometido um engano. "Ficou acertado pagar 19 milhões de pesos (US$ 20 mil) a cada mãe, cônjuge ou companheira, 14 milhões de pesos (US$ 15 mil) a cada filho e 4 milhões (US$ 5 mil) a cada irmão", informou o Conselho de Defesa do Estado.
O Grupo de Familiares de Presos Desaparecidos criticou o erro do Serviço Médico Legal e destacou a decisão da CDE de indenizar os familiares: "voltamos a viver na prática o desaparecimento; a dor voltou (...), declarou sua presidente, Lorena Pizarro. Após a admissão do erro, os corpos foram submetidos a novas perícias, no estrangeiro, para sua correta identificação. A ditadura militar chilena deixou mais de 3 mil mortos e desaparecidos.
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