Isso: Eu quero um tempo!
O que você faria se, depois de algum tempo de namoro, seu parceiro chegasse a você como quem não quer nada e soltasse essa pérola?: QUERO DAR UM TEMPO!
E, então, o que você faria?
O que faria se pressentisse que o tempo é para sempre? Que ele ou ela não têm a menor intenção de voltar?
Para piorar, imagine se isso se tornou uma dinâmica da sua relação e esse tempo vem acontecendo a todo momento...
O que você faria?
Até quando aceitaria o TEMPO que o outro(a) precisa?
A propósito, você acredita que dar um tempo possa melhorar as coisas? Possa, como num passe de mágica, fazer o amor renascer, fluir, aparecer?
Será mesmo que com esse tipo de atitude construímos uma relação?
Imagine-se casada(o) com essa "figura". Para cada problema da relação — VOU PARA CASA DOS MEUS PAIS. VOU VIAJAR. VOU SAIR. VOU FICAR O FIM DE SEMANA FORA etc. PRECISO DE UM TEMPO!
Você lá, investindo todo o seu "tempo" na relação, e o(a) outro(a), dando um tempo de você para pensar o que vai ser?
É complexo!!!!
E eu conheço muitas pessoas saudáveis, com a autoestima no lugar, autocentradas, que, no primeiro "preciso dar um tempo", tentaria uma negociação adulta para saber o que está de fato acontecendo e, se não obtivesse sucesso, sairia fora para dar-se outra oportunidade.
Não sei se estão certas. De fato, toda relação tem sua dinâmica, e as pessoas são diferentes. Mas que é complicado retomar depois do tempo, isso é!
Eu conheço um casal que faz isso a todo momento e está bem. Eles precisam desse "tempo" para se encontrarem... O.k., estruturaram a relação dessa forma. O problema é quando um quer e o outro não quer. Quando não conversaram a respeito. Quando não negociaram a situação. Quando nem sequer dialogam.
Bem, aí, realmente, o casal está com um problemão.
Primeiro, porque o que não quer o tempo sofre, e a cada tempo se submete mais. Se anula mais, depende mais.
Depois, porque o que quer o tempo se acostuma com essa situação de vai e volta e a relação vira uma bagunça do tipo "ah, deixa estar, eles terminam", mas daqui a pouco estão aos beijos. Parece até relação de malandro — bate que eu gosto.
Pois bem, o que fazer?
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
O que você faria se, depois de algum tempo de namoro, seu parceiro chegasse a você como quem não quer nada e soltasse essa pérola?: QUERO DAR UM TEMPO!
E, então, o que você faria?
O que faria se pressentisse que o tempo é para sempre? Que ele ou ela não têm a menor intenção de voltar?
Para piorar, imagine se isso se tornou uma dinâmica da sua relação e esse tempo vem acontecendo a todo momento...
O que você faria?
Até quando aceitaria o TEMPO que o outro(a) precisa?
A propósito, você acredita que dar um tempo possa melhorar as coisas? Possa, como num passe de mágica, fazer o amor renascer, fluir, aparecer?
Será mesmo que com esse tipo de atitude construímos uma relação?
Imagine-se casada(o) com essa "figura". Para cada problema da relação — VOU PARA CASA DOS MEUS PAIS. VOU VIAJAR. VOU SAIR. VOU FICAR O FIM DE SEMANA FORA etc. PRECISO DE UM TEMPO!
Você lá, investindo todo o seu "tempo" na relação, e o(a) outro(a), dando um tempo de você para pensar o que vai ser?
É complexo!!!!
E eu conheço muitas pessoas saudáveis, com a autoestima no lugar, autocentradas, que, no primeiro "preciso dar um tempo", tentaria uma negociação adulta para saber o que está de fato acontecendo e, se não obtivesse sucesso, sairia fora para dar-se outra oportunidade.
Não sei se estão certas. De fato, toda relação tem sua dinâmica, e as pessoas são diferentes. Mas que é complicado retomar depois do tempo, isso é!
Eu conheço um casal que faz isso a todo momento e está bem. Eles precisam desse "tempo" para se encontrarem... O.k., estruturaram a relação dessa forma. O problema é quando um quer e o outro não quer. Quando não conversaram a respeito. Quando não negociaram a situação. Quando nem sequer dialogam.
Bem, aí, realmente, o casal está com um problemão.
Primeiro, porque o que não quer o tempo sofre, e a cada tempo se submete mais. Se anula mais, depende mais.
Depois, porque o que quer o tempo se acostuma com essa situação de vai e volta e a relação vira uma bagunça do tipo "ah, deixa estar, eles terminam", mas daqui a pouco estão aos beijos. Parece até relação de malandro — bate que eu gosto.
Pois bem, o que fazer?
- Se ele pede um tempo e não volta nunca mais, cuide-se, ame-se, viva o luto, e vá aos poucos se soltando para novas oportunidades. Se puder fazer terapia, faça! Vai ajudar você a compreender qual é a sua parcela de responsabilidade no fim da relação.
- Se ele pede um tempo e loguinho volta atrás, aceitar ou não a volta é com você! Esse é o melhor momento para negociar o que quer com vantagens. Aproveite e coloque seus limites, suas possibilidades, negocie as regras do que será daí em diante.
- Se ele já pediu TEMPO inúmeras vezes e todas as vezes você o aceitou de volta, atenção. Veja como está se sentindo com relação a isso. Faça um balanço. Nem todos nos adaptamos — sem perdas — ao BATE QUE EU GOSTO. Com o tempo, nos tornamos dependentes, submissos, tristes e inseguros. Se esse for o seu caso, faça terapia, busque ajuda e ganhe forças para mudar o status da relação.
Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você — Histórias e Relacionamentos Codependentes, Você Está Disponível? Um Caminho para o Amor Pleno e Coisas do Amor.
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