terça-feira, 25 de outubro de 2011

Governo lança nesta semana medida para estoque de etanol, diz ministro



Edison Lobão diz que 'não faltarão recursos' para governo financiar estoque.
Ministério da Fazenda está fazendo última avaliação, disse o ministro.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anuciou nesta terça-feira (25) que o governo deve lançar, ainda nesta semana, medida provisória que libera recursos para financiar a estocagem de etanol. "A MP vai ser editada. A Fazenda está fazendo a última avaliação dela [...] Já era para ter saído. Essa é uma avaliação que é rápida. Eu suponho que essa semana a Fazenda possa dar o seu aval final", afirmou.

O objetivo da medida é controlar o preço do combustível e garantir o fornecimento ao mercado interno. A oferta de etanol não vem acompanhando a demanda nos postos.
"À medida que você tem estoque, os preços são contidos. Todo produto que falta aumenta o preço. Todo produto que sobra cai o preço. Aí, pelo menos regula o preço. Nós teremos estabilidade nos preços e, sobretudo, no fornecimento", afirmou Lobão.
O ministro não especificou o valor que será destinado pelo governo para linhas de financiamento destinadas à estocagem do produto. "O estudo está sendo visto pela Fazenda. Serão os recursos necessários à estocagem. Não faltarão recursos oficiais", afirmou.

Essa não é a primeira medida adotada pelo governo para conter a alta do álcool e garantir abastecimento. Em outubro, a mistura do produto na gasolina foi reduzida de 25% para 20%. Na ocasião do anúncio da decisão, em agosto, Lobão afirmou que se tratava de uma "medida de precaução" do governo contra o risco de desabastecimento de etanol no mercado brasileiro e o aumento do preço do produto para o consumidor.

Devido à mistura, o aumento do preço do etanol também estava impactando no preço da gasolina. "Temos que garantir o abastecimento [de etanol] olhando para este ano e para o próximo também. Porque verificamos que a safra do próximo ano também não será muito melhor que a atual. Então, temos que tomar providências desde logo, para garantir o presente e o futuro", declarou ele o ministro, em agosto.
 


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